Setembro de 2026 está sendo registro como o mês mais chuvoso dos últimos 32 anos em São Paulo, com mais de 300 cidades paulistas sob alerta laranja para tempestades. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para áreas do Paraná, Santa Catarina, noroeste do Rio Grande do Sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul devido à formação de um ciclone extratropical. Para os motoristas, essas condições representam riscos reais que vão muito além da simples redução de velocidade.
Os principais riscos das chuvas no trânsito
A chuva intensa no trânsito apresenta três perigos principais que todo motorista deve conhecer: a aquaplanagem, o calço hidráulico e os alagamentos. A aquaplanagem ocorre quando uma camada de água se forma entre o pneu e o asfalto, fazendo com que os pneus percam completamente o contato com a pista. O risco aumenta com velocidade elevada, pneus desgastados e acúmulo de água na via.
O calço hidráulico é ainda mais grave: quando água entra no motor e o motorista tenta religar o veículo, os pistões tentam comprimir a água — que é incompressível. Isso pode empenar bielas, quebrar pistões e até travar o bloco do motor, gerando custos de reparo altíssimos.
Como agir ao volante em dias de chuva
O primeiro passo ao enfrentar uma via alagada é avaliar a profundidade da água. O limite seguro é a metade das rodas (centro do cubo da roda). Acima disso, o risco de a água ser aspirada pelo filtro de ar ou atingir componentes elétricos aumenta exponencialmente. Se for inevitável atravessar, engate a primeira ou segunda marcha, mantenha aceleração constante e não troque de marcha durante a travessia.
Desligue o ar-condicionado antes de entrar no trecho alagado. A ventoinha do radiador pode quebrar ou empurrar água para o sistema de admissão. E, se o motor desligar na água, JAMAIS tente religar. Esse é o erro mais comum e custoso cometido pelos condutores.
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Sinais de que você deve parar imediatamente
Não existe uma velocidade que garanta segurança em qualquer temporal. Se você não consegue enxergar a sinalização, os outros veículos ou os limites da pista, continuar pode ser arriscado mesmo em baixa velocidade. Outros sinais de que é hora de parar incluem: água cobrindo a via, rajadas que deslocam o veículo lateralmente, granizo intenso, queda de árvores ou postes, e risco de deslizamento.
Procure um posto de combustível, estacionamento ou área de serviço. O acostamento não deve ser usado como local de parada, exceto em emergência. Evite parar sob árvores, postes ou coberturas frágeis, pois ventos fortes podem provocar a queda dessas estruturas.
Cuidados antes de sair de casa
A prevenção começa antes da viagem. Verifique o estado e a calibragem dos pneus, o funcionamento dos limpadores e lavadores do para-brisa, dos faróis e lanternas, o nível de combustível e as condições da rota. Mantenha o celular carregado para emergências e, se possível, adie deslocamentos não essenciais.
Como a Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) pode ajudar
Em situações extremas, ter uma cobertura de Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM) faz diferença. A Atos Proteção oferece assistência 24 horas, inclusive em casos de pane por alagamento ou danos causados por intempéries. Saber que você pode contar com suporte imediato em momentos de estresse traz tranquilidade para o motorista e sua família.
Lembre-se: em dias de chuva, chegar sempre pode ser muito mais seguro do que continuar a qualquer custo. Segurança deve vir antes do horário de chegada.