Proteção Veicular ou Proteção Patrimonial Mutualista (PPM): Passo a Passo do Sinistro, FIPE e Indenização
Seu veículo foi furtado ou roubado? Veja o que acontece, qual o prazo de ressarcimento e como a Tabela FIPE é aplicada em casos específicos — como veículos financiados, de leilão ou com chassi remarcado.
1. Prazo e passo a passo após furto ou roubo
O prazo de ressarcimento costuma ser até 90 dias corridos, mas esse período pode começar a contar em momentos diferentes, conforme o regulamento da associação:
após a entrega de todos os documentos;
após a realização do Boletim de Ocorrência (BO);
após a abertura formal do evento junto à associação.
Passo a passo imediato (sinistro):
Acione a polícia: ligue para o 190.
Contate sua associação: ligue para o 0800 da entidade.
A associação deve iniciar buscas e acionar equipes de “pronta resposta”.
A busca tem muito mais chance de sucesso se houver rastreador instalado.
2. Veículo encontrado apenas como chassi ou com perda total
O que o associado recebe depende do plano contratado:
Plano de amparo completo: a associação admite reparos mesmo se o veículo for recuperado danificado; o associado paga a participação (franquia) e a associação coordena o reparo.
Planos apenas Furto & Roubo (F&R): nesses planos, se recuperarem apenas partes (por exemplo, apenas o chassi), a associação poderá entregar apenas o que foi localizado.
Recomendação: prefira planos de amparo completo para evitar surpresas.
3. Pagamento da participação (franquia) e a importância da reputação
A participação (franquia) é devida em casos de dano reparável/colisão. Os percentuais variam (por exemplo: 4%, 5%, 6%, 7%, 10%) conforme o veículo e o regulamento.
O momento do reparo é o teste prático da associação: é quando você avalia se a entidade é confiável.
Pesquise antes de contratar: consulte Reclame Aqui, avaliações no Google e histórico da associação.
4. Veículo financiado e dívida maior que a FIPE
Se ocorrer indenização integral e o saldo devedor ultrapassar o valor da FIPE:
O associado deve quitar a diferença entre a dívida e a FIPE (ex.: FIPE R$22.000 vs. dívida R$30.000 → associado paga R$8.000).
Após essa quitação, a associação ressarce o valor correspondente à Tabela FIPE (R$22.000).
Motivo: a associação indeniza pelo valor de mercado do veículo (FIPE). Pagar o saldo total sem esse ajuste prejudicaria a sustentabilidade do sistema.
5. Veículo recuperado com peças roubadas ou danificadas
A proteção deve amparar a reposição de peças e acessórios furtados.
Para decidir acionar a associação, compare custo das peças vs. participação: se o conserto custar menos que a franquia, muitas vezes compensa reparar por conta própria.
Some todos os itens danificados (módulo, painel, farol etc.) para avaliar se vale acionar o evento.
6. Redutor para veículos de leilão, frota ou chassi remarcado
Veículos com histórico especial (leilão, frota, chassi remarcado, classificados como TAT) costumam ter redutor no valor do ressarcimento:
O percentual depende da associação. Exemplo: redutor de 25% → carro FIPE R$100.000 rende ressarcimento de R$75.000.
Justificativa: veículos de leilão/frota são adquiridos por preço menor; o ressarcimento reflete esse risco e valor de mercado reduzido.
Atenção: verifique sempre com o consultor como o redutor é aplicado ao seu caso.
Conclusão — O que fazer na prática
Tenha rastreador ativo; isso aumenta muito as chances de recuperação.
Saiba o seu limite de cobertura e o que seu plano cobre (F&R vs. Amparo Completo).
Pesquise a reputação da associação antes de contratar.
Em caso de veículo financiado, esteja preparado para quitar a diferença acima da FIPE antes de receber o ressarcimento.
Consulte o consultor sobre redutores para veículos de leilão, frota ou com histórico especial
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*Resposta rápida no horário comercial. Se preferir, descreva seu veículo e sua cidade na primeira mensagem.